Industrialização e urbanização no Brasil
A forma de
produção nem sempre ocorre de maneira moderna, até chegar a esse estágio passou
por várias etapas, a princípio só existia o ARTESANATO
onde não há divisão social do
trabalho, pois o artesão realiza
sozinho todas as etapas da produção, sendo praticamente todo manual,
utilizando para isso instrumentos simples, fazendo esta atividade de modo muito
demorado, por isso para compensar praticam custos elevados, depois ocorreu a MANUFATURA, onde a divisão
social do trabalho garante maior produção mas ainda são utilizados
instrumentos simples cuja produção é determinada pelo ritmo do trabalhador .
Com o passar do tempo uma série de inovações
tecnológicas produzidas inicialmente na Inglaterra representou o
processo de mudança de uma economia
baseada no trabalho manual para uma economia dominada pelas máquinas e novas fontes de energia
associada a divisão social do trabalho que
passa a produzir mais, é o período da MAQUINOFATURA,
momento que passa a ser conhecido como Revolução Industrial.
A Inglaterra
foi pioneira na revolução Industrial, pois era possuidora de grandes
quantidades de jazidas de ferro ( matéria-prima para as máquinas ), e grandes
reservas de carvão mineral principal fonte de energia movimentar as máquinas,
nessa nação existia abundancia de mão-de-obra barata para a produção e a
burguesia inglesa tinha capital suficiente para financiar as fábricas e suas
máquinas e possuía grande mercado consumidor para os produtos industrializados.
Podemos citar
como pontos positivos da Revolução Industrial a rapidez dos meios de produção e
a acessibilidade aos produtos industrializados, pois a grande quantidade fez
com que ficassem mais baratos. Como pontos negativos dessa revolução tiveram o
aumento da poluição, do consumo de matéria-prima e o desemprego. A ausência de leis trabalhistas fez com
que naquela época as pessoas
trabalhassem muitas horas ( chegavam a trabalhar até 18 horas por dia ) com
baixos salários em ambientes abafados e com pouca iluminação, admitindo-se o
trabalho infantil remunerando menos por
ele e pelo trabalho feminino.
Atualmente as indústrias
modernas possuem elevada tecnologia e essa intensa mecanização faz com que se
produza em série padronizando a produção e em grande quantidades ( produção em
larga escala ) exigindo especialização cada vez mais complexa do trabalhador
pois para garantir agilidade na produção se produz através da divisão social do trabalho.
Os países que se industrializaram primeiro o
fizeram a partir da segunda metade do século XVIII ( Inglaterra ) e XIX (
demais países Europeus e outros) e se tornaram na atualidade países
desenvolvidos essa industrialização pioneira é conhecida como industrialização
clássica e se caracteriza pelo grande avanço tecnológico ao longo do tempo e
até na atualidade. Os países subdesenvolvidos se industrializaram no decorrer
do século XX e são totalmente dependentes da industrialização dos países desenvolvidos
assim dizemos que esses países possuem industrialização tardia ou retardatária,
esses países iniciaram sua industrialização por bens de consumo não duráveis,
pois são produzidos por menores custos uma vez que se esgotam logo precisando
sere logo substituídos e não exigem tanta tecnologia.
O Brasil é um
país de industrialização tardia e passou a intensificar a atividade industrial
a partir do início da década de 30 pelo fato de que, desde 1929, o mundo viveu uma forte crise devido a
quebra da bolsa de Valores de Nova York. Esse fato levou ao declínio das
exportações de café essa era a principal atividade econômica da época.
A oligarquia
agrária brasileira que eram os Barões do café, tinham o capital e investiram na
nova atividade econômica de nosso país – as indústrias. Como o café deixou
infraestrutura de portos e principalmente ferrovias, essa passou a ser a via de
transporte para os produtos industrializados e matéria-prima, desenvolvendo
assim na região sudeste a industrialização nacional que se espalhou por
proximidade pelo centro-sul brasileiro. Vale lembrar
que as lavouras de café contavam com a mão de obra dos imigrantes que conheciam
a atividade industrial e por isso poderiam colaborar com a industrialização,
pois já a conheciam da Europa.
Portanto o complexo regional do centro-sul que
atualmente concentra a maior parte das indústrias do Brasil, também concentrava no séc. XIX a maior parte das riquezas geradas pelas
lavouras cafeeiras, especialmente a região sudeste do Brasil com destaque para
São Paulo e Rio de Janeiro. Para atrair indústrias, aquecendo a economia local,
pois garante empregos muitos municípios e estados brasileiros tem oferecido
vantagens aos donos das indústrias como é o caso da energia e impostos mais baratos, parcerias para a construção das novas
indústrias e infraestrutura de transporte; tais atitudes estão provocando lenta
desconcentração industrial no Brasil.
As indústrias de transformação ou seja aquela que
transforma a matéria prima em produtos industrializados estão espalhadas pelo
mundo e isso também ocorre no Brasil, elas possuem várias características como
as indústrias de base que são as indústrias de bens de produção, que produzem
produtos para as outras indústrias e as indústrias de bens intermediários que
fabricam máquinas e equipamentos para as indústrias que fabricaram outros produtos.
Essas indústrias podem produzir bens de consumo não duráveis ou duráveis esse
último é consumido num espaço de tempo relativamente longo.
Além das indústrias da transformação, temos a indústria
da construção que se refere por exemplo a construção civil e naval utilizando
para isso intensa mecanização, ela convive com a construção artesanal. A indústria da construção apresenta
modernidade, ao contrário da construção artesanal que utiliza instrumentos
simples, como prego, martelo, colher de pedreiro. A indústria da construção é
vista como uma indústria, pois se caracteriza pela mecanização e sistematização
de procedimentos, temos também a indústria
extrativa, que extrai da natureza grandes quantidades de matéria prima
que convive com a extração tradicional.
Contexto da Revolução
Industrial
-
Necessidade de produzir cada vez mais e mais rápido, com menores custos,
aumentando cada vez mais os lucros da burguesia industrial.
- Inglaterra chegou na frente: Tinha matéria-prima: possuía
grandes reservas de ferro ( matéria-prima para a indústria) e carvão (
principal fonte de energia para movimentar as máquinas e trens a vapor
desenvolvidas na época), mão-de-obra abundante e barata, navios, e a
burguesia inglesa tinha o capital, possuía mercado consumidor para os produtos
que produziam.
- desenvolvimento de máquinas a vapor .
Modernização e Tecnologias
- Barcos e trens a vapor e as locomotivas (facilitaram o transporte de pessoas
e cargas), transportar mais de forma mais rápida e com menor custo.
- Máquinas a vapor principalmente os grandes teares possibilitando o
desenvolvimento da indústria têxtil
- Melhorias para poucos
A fábrica
- péssimas condições de trabalho- não tinham boa iluminação nem ventilação
- salários baixos e castigos físicos
- trabalho infantil e feminino
- carga horária elevada muitos trabalhadores chegavam a trabalhar 18 horas por
dia e ausência de direitos pois não existiam leis trabalhistas
- barulho e poluição
Concluindo
A
Revolução tornou os métodos de produção mais eficientes. Os produtos passaram a
ser produzidos mais rapidamente, barateando o preço e estimulando o consumo.
Por outro lado, aumentou também o número de desempregados. As máquinas foram
substituindo, aos poucos, a mão-de-obra humana. A poluição ambiental, o aumento
da poluição sonora, o êxodo rural e o crescimento desordenado das cidades
também foram conseqüências nocivas para a sociedade. Até os dias de hoje, o
desemprego é um dos grandes problemas nos países em desenvolvimento. Gerar
empregos tem se tornado um dos maiores desafios de governos no mundo todo. Os
empregos repetitivos e pouco qualificados foram substituídos por máquinas e
robôs. As empresas procuram profissionais bem qualificados para ocuparem
empregos que exigem cada vez mais criatividade e múltiplas capacidades. Mesmo
nos países desenvolvidos tem faltado empregos para a população.